Daniela Santos

Escolha do recurso educativo online
A minha escolha recaiu sobre um recurso que acho bastante interessante que é o Moodle, porque é um recurso de apoio ao ensino, ou seja,é conhecido como um ambiente virtual de aprendizagem, que poderá ser utilizado quer para complementar as aulas presenciais em alguma instituição como também pode ser utilizado na criação cursos totalmente e-learning.
Como é um recurso utilizado por nós no Mestrado, achei que seria interessante fazer uma avaliação do mesmo, pois tenho visões diferentes sobre esta ferramenta, ou seja, utilizo-a como discente e também como docente.
Existe um site da comunidade Moodle, onde são discutidas ideias e dúvidas sobre a plataforma. Está dividida por menus, de forma a facilitar a exploração e participação da parte dos utilizadores que queiram fazer parte desta comunidade.

O Moodle “Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment” é um software livre, de apoio à aprendizagem, executado num ambiente virtual. A expressão designa ainda o Learning Management System (Sistema de gestão da aprendizagem) em trabalho colaborativo baseado nesse programa, acessível através da Internet ou de uma rede local.
Utilizado principalmente num contexto de e-learning ou b-learning, o programa permite a criação e gestão de cursos “on-line”, páginas de disciplinas, grupos de trabalho e comunidades de aprendizagem.
Esta ferramenta, permite aos professores lecionarem aulas e aos alunos assistir e interagir com as mesmas através de diversas atividades geridas pelo professor, tal como se estivessem numa sala de aula.

Potencialidades:

  • Oportunidade de ensino para filhos de profissionais itinerantes, alunos com deficiências físicas de locomoção, etc.;
  • Facilidade de gestão de conteúdos, através da publicação de qualquer tipo de ficheiro, conteúdos esses que ficam disponíveis para a consulta pelos alunos;
  • Espaço de acesso à informação especializada, de colaboração interação entre professores e alunos e entre os próprios alunos.

O Moodle como recurso educacional

  • O Moodle está voltado para a “educação formal” e desta forma cabe ao professor conduzir os alunos ao processo ensino-aprendizagem, instigando-os à pesquisa e ao desenvolvimento das atividades propostas quer seja em cursos de ensino à distância ou meramente como apoio a disciplinas presenciais. O mais importante é que o aluno se sinta motivado.
  • Trata-se de um hiperespaço ideal para a aprendizagem, podendo estudantes e educadores a ele recorrer em circunstâncias formais.
  • No âmbito de um curso, o Moodle permite ao professor realizar várias atividades tais como:

•    fóruns de discussão;
•    visionamento de filmes;
•    questionários e referendos;
•    testes, etc.

  • O Moodle é desenvolvido colaborativamente por uma comunidade virtual, que reúne programadores e desenvolvedores de software livre, administradores de sistemas, professores, designers e utilizadores de todo o mundo. Evolui constantemente adequando-se às necessidades dos seus utilizadores.
  • Constitui-se num software intuitivo e fácil de utilizar, que tanto pode dar origem a uma página de um único professor/formador, como à página de uma Universidade, com dezenas de milhar de alunos/utilizadores.

Grelha de Avaliação
Depois de realizar algumas pesquisas e de ter analisado o material disponibilizado pelo docente, nomeadamente o Projeto SACAUSEF bem como o Evaluating, Selecting,and Managing Learning Resources: A Guide, que foi de onde retirei o modelo de grelha a seguir, adaptando às necessidades do meu recurso escolhido, tentei criar dessa forma uma grelha original.
Para avaliar o recurso, escolhi cinco dimensões que são as seguintes:
1 –> Identificação e Descrição;
2 –> Dimensão Conteúdo;
3 –> Dimensão Linguística;
4 –> Dimensão Pedagógica;
5 –> Dimensão Usabilidade.

De seguida encontra-se a grelha preenchida com as dimensões referidas anteriormente e respeitando uma escalada de 1 a 5, em que foi considerado:
1 => Mau; 2 => Suficiente; 3 => Bom; 4 => Muito Bom; 5 => Excelente e NA=> Não aplicável.

Avaliação descritiva global
O Moodle tem vindo a ganhar cada vez mais impacto no Ensino, algumas das razões já foram descritas na parte inicial deste trabalho, no entanto depois de ter feito uma avaliação mais concreta do recurso, e a qual resultou numa avaliação de Muito Bom, é importante salientar mais alguns pontos fortes que este recurso nos possibilita.
De acordo com as dimensões que foram avaliadas, posso começar por dizer que este recurso se encontra disponível em vários idiomas, facilitando assim o acesso à plataforma em vários pontos do mundo. É uma plataforma que de quando em vez, sofre algumas atualizações, de forma a melhorar o seu acesso e desempenho e desta forma acrescenta valor ao processo ensino-aprendizagem para qual é mais utilizado. Apresenta também facilidade de acesso porque a sua aparência é muito simples e bem dividida por tópicos que posteriormente cada professor/orientador pode ainda melhorar com ilustrações, vídeos, imagens, etc, para se tornar mais atrativo.
A linguagem utilizada no Moodle é bastante simples e acessível a qualquer nível de ensino, ou seja, desde o jardim-de-infância até à universidade, etc, sendo dessa forma sempre uma linguagem adequada ao seu público-alvo. Não apresenta quaisquer tipos de erros, o que também oscila a seu favor.
Quanto à dimensão pedagógica posso dizer que é um recurso que se adequada a ser utilizado por qualquer área curricular, porque é adaptável com as várias atividades que disponibiliza, desde envio de ficheiros, publicação de conteúdos, calendarização de datas, fóruns, testes, questionários, etc., sendo por isso um recurso muito relevante para o desenvolvimento de competências de aprendizagem, porque estando disponível as atividades, os alunos poderão aceder quando bem entenderem, quer acendendo na escola, em casa ou qualquer outro lugar e desta forma cada aluno pode controlar o seu ritmo de aprendizagem.
O Moodle pode ser acedido através de qualquer browser e não existe a necessidade de nenhuma instalação de software específico.
Para finalizar, quero ressaltar que este trabalho final foi bastante interessante, porque depois de tudo o que fomos analisando durante esta unidade curricular, sem dúvida chegamos à parte final, sabendo avaliar os recursos. Sei sem dúvida que me irá ajudar na minha atividade profissional, porque também como docente utilizo recursos disponíveis na internet, mas agora vou ter sempre em conta vários pontos que são importantes analisarmos, antes de avançarmos na escolha de qualquer recurso, por isso foi uma experiência muito enriquecedora para mim.

Referências Bibliográficas
CARVALHO, Ana Amélia. (2007). Indicadores de qualidade de “sites” educativos  – Sistema de Avaliação, Certificação e Apoio à Utilização de Software para a Educação e a Formação, Número 2, Ministério da Educação, 69-82. Consultado em Fevereiro de 2012. Disponível em http://www.crie.min-edu.pt/files/@crie/1210161429_05_CadernoII_p_55_78_AAAC.pdf
CARVALHO, Ana Amélia. Manual de ferramentas da Web 2.0 para professores. Consultado em Janeiro de 2012. Disponível em http://www.crie.min-edu.pt/publico/web20/manual_web20-professores.pdf
MOODLE, Comunidade. Consultado em Fevereiro de 2012. Disponível em http://moodle.org/
PINTO, Maria. (2005) Avaliação e Qualidade dos Recursos Electrónicos. Universidade de Granada. http://www.crie.min-edu.pt/files/@crie/1156760066_CRIE_Lisboa_2005_Maria_Pinto.ppt
SACAUSSEF (2008). Guião de Apoio à Avaliação de produtos Multimédia. Ministério da Educação. Disponível em http://www.crie.min-edu.pt/files/@crie/1220024785_13_SACAUSEF_III_115a124.pdf

Anúncios

Depois de analisar os recursos disponibilizados pelo docente e dissecar outros encontrados através de pesquisa realizada por mim, bem como depois de já termos refletido sobre vários aspetos sobre os recursos educativos, cheguei a algumas conclusões nomeadamente que a melhoria que as práticas educativas estão a sofrer se deve à evolução das novas tecnologias, uma vez que estas nos permitem o acesso e disponibilização de recursos educativos.

Hoje em dia a informação que mais circula nas escolas é meramente informação digital, que pode ser acedida através de computador, telemóvel, etc. Essa informação digital deve ser bem analisada e avaliada, uma vez que nos permite adquirir novos conhecimentos, comunicarmos e interagimos com outros, além de podermos elaborar materiais e disponibilizarmos o seu uso por parte de outras pessoas.

Para M. Pinto (2005) “O ensino tradicional dá lugar a um ensino virtual e a uma grande infraestrutura de aprendizagem global, onde milhares de estudantes interatuam numa ampla rede de provedores integrados por instituições educativas e profissionais. A socialização do conhecimento terá como resultado o facto de que será tão importante encontrar informação como validar esta mesma informação e utilizá-la.”

Alguns professores têm receio em utilizar recursos disponíveis online porque não sabem se estes são de fonte fidedigna, daí a importância dos professores pensarem de forma crítica sobre os recursos e analisa-los detalhadamente até chegar ao seu objetivo inicial, pois a verdade é que alguns dos recursos que se encontram têm pouco interesse pedagógico, mas por outro lado, outros são avaliados e identificados como tal para poder ser utilizado de forma segura.

Em Portugal o Ministério da Educação desenvolveu um projeto que efetua uma avaliação de recursos educativos online, que é o Sistema de Avaliação, Certificação e Apoio ao uso de Software para a Educação e Formação (SACAUSEF) em que atribuiem uma certificação, após um processo de avaliação por avaliadores, supervisores e consultores.

Assim como em Portugal, o Ministério da Educação da Colômbia tem desenvolvido uma série de critérios para ajudar na avaliação dos recursos de aprendizagem, no entanto apesar da extensa lista já realizada eles consideram que não existe uma regra a cumprir dizendo que “The criteria do not all carry the same consideration, and are not listed in order of importance—this will vary according to the resource and its intended use.”

Segundo o guia “Evaluating, Selecting,and Managing Learning Resources” que o Ministério da Educação da Colômbia desenvolveu, ao avaliar os recursos, é importante considerar se o recurso é atual, se o seu conteúdo é concreto na informação que contém, se vai de encontro ao currículo da disciplina, se este se encontra adequado às necessidades do aluno, se o nível de dificuldade é adequado no que se referem às imagens, conceitos, vocabulário utilizado, nível de escolaridade, se incentiva a integração dos elementos numa aprendizagem colaborativa, bem como a criatividade dos alunos, a qualidade dos materiais, ou seja, se os materiais são bem organizados e estruturados, a apresentação gráfica também é um fator a ter em conta uma vez que muitos alunos se sentem mais motivados quando tem cores mais atrativas ou animações, estes são alguns dos muitos aspetos que se podem considerar na avaliação de um recurso.

Ramos, J.L. et.al. (2007), consideram “como essencial na consideração de um recurso educativo digital “RED”, a existência cumulativa de quatro atributos:

O RED deve ter uma clara finalidade educativa;

O RED deve poder responder a necessidades do sistema educativo português

(p.e., currículos da educação formal, informal e não-formal, formação profissional);

O RED deve apresentar uma identidade autónoma relativamente a outros objetos e serviços de natureza digital;

O RED deve satisfazer critérios pré-definidos de qualidade nas suas dimensões essenciais.”

Assim como no ensino, os critérios de avaliação são obrigatórios entregar no início de cada curso/ano letivo, aqui com os recursos também funciona da mesma forma, antes de avançarmos temos de os avaliar e ponderar as suas vantagens/desvantagens.

Se os alunos tiverem de obter soluções/resultados através de um recurso educativo online sugerido pelo professor, o mesmo deverá fornecer aos alunos quais os critérios definidos, apoiar os alunos durante a etapa a realizar e no final dar o seu feedback do seu resultado. Esta é uma das formas de incentivar os alunos nos dias que correm, não só pela inovação mas também porque vê o seu trabalho reconhecido.

Finalizando, os recursos educativos online podem ser partilhados por qualquer pessoa, para motivar e melhorar o processo de ensino-aprendizagem, apesar que ainda nos dias que correm existem professores que ainda não fazem uso desses recursos, talvez por falta de conhecimento dos mesmos, ou não sendo experientes demoram muito tempo a pesquisar e a fazer uma breve avaliação do recurso, se vai de encontro ao que pretende ou não, e prefere fazer os próprios recursos porque poupam tempo.

Todos devemos repensar e retirar o melhor partilho destes recursos disponibilizados, quer sejamos educadores ou aprendizes, podendo sempre obter bons resultados.

Termino com uma frase de Ramos, J.L. et. al. (2007) que vai de encontro a isso mesmo: “os sistemas de avaliação e certificação de recursos didáticos podem proporcionar benefícios importantes à comunidade em geral e à comunidade educativa em particular.”

Referências Bibliográficas

Ministry of Education. Evaluating, Selecting,and Managing Learning Resources: A Guide. British Columbia. Consultado em Janeiro de 2012. Disponível em [http://www.moodle.univ-ab.pt/moodle/mod/resource/view.php?inpopup=true&id=1734071]

Pinto, Maria (2005). Avaliação e qualidade dos recursos electrónicos. (Universidade de Granada). Consultado em Janeiro de 2012. Disponível em [http://www.crie.min-edu.pt/files/@crie/1156760066_CRIE_Lisboa_2005_Maria_Pinto.ppt]

Ramos, J.L. et al (2007). Modelos e práticas de avaliação de recursos educativos digitais.
Cadernos SACAUSEF – Sistema de Avaliação, Certificação e Apoio à Utilização de Software para a Educação e a Formação, Número 2, Ministério da Educação. Consultado em Janeiro de 2012. Disponível em [http://www.crie.min-edu.pt/files/@crie/1210161451_06_CadernoII_p_79_87_JLR_VDT_JMC_FMF_VM.pdf]

FASE 2 -> Pesquisa e seleção de 2 REA online

Enquadramento:

Na fase 2 do tema Repositórios e outras fontes de REA, foi-nos proposto pelo docente da Unidade Curricular, uma atividade para pesquisarmos e selecionarmos dois recursos educacionais abertos, depois da partilha de 3 fontes / repositórios de REA online considerados de interesse, realizada por todos os discentes do mestrado.

Foi-nos ainda pedido que indicássemos de forma breve: 

  • os endereços onde podem ser consultados;
  • um conjunto de 5/6 critérios, explicitados e fundamentados sinteticamente, que presidiram à sua escolha;
  • que adaptações faria (caso se aplique e estas sejam permitidas);
  • o modo como seriam usados numa atividade de aprendizagem, procedendo à planificação da mesma.

Para que um recurso seja considerado aberto, é necessário o mesmo estar acompanhado de uma licença CC ou uma declaração explícita dos termos de utilização.

Os recursos escolhidos por mim vêm acompanhados com a licença CC, isto é,  têm o direito de:

  • Compartilhar (Reproduzir, distribuir e transmitir o trabalho)
  • Remisturar (adaptar o trabalho)

Recursos Selecionados:

     

 

 https://www.portaldasescolas.pt 

   

http://lreforschools.eun.org

 

Recurso 1 – Conceitos Básicos TIC

Endereço: Conceitos Básicos TIC – Portal das Escolas

Data de publicação: 07-01-2010 | Atualizado em 08-10-2010

Nível de ensino: 3º Ciclo do Ensino Básico (9º Ano)

Público-Alvo: Alunos

Idioma: Português

Tipo de recurso educativo: Apresentação

Nível de interatividade: Médio

Dificuldade: Média

Área Curricular: Introdução às Tecnologias da Informação e Comunicação

Formato: Documento em PDF

Licenciamento: Atribuição-Uso Não-Comercial

 

Este é um recurso disponibilizado por um professor no Portal das Escolas, e que apresenta todos os conceitos básicos relacionados com as TIC e que vão ao encontro do programa estabelecido pelo Ministério da Educação e que neste momento se encontra em vigor no 9º ano do ensino regular, bem como nos cursos de educação e formação. Por essa razão, e por ser uma disciplina que eu leciono, escolhi este recurso para servir de base aos meus alunos para a realização de algumas fichas de trabalho e aprendizagem individual.

Critérios da minha escolha:

  • Obtenção de licença Creative Commons, permitindo a sua adaptação por parte dos utilizadores em função das suas necessidades específicas;
  • Por ser um portal de referência das escolas e fazer parte da maior rede colaborativa da educação em Portugal;
  • Pesquisa rápida no portal, uma vez que se encontra dividido por título, ano de escolaridade e área curricular;
  • Apresenta uma interface agradável e de fácil utilização;
  • Encontra-se em Português;
  • É gratuito e para aceder basta ter um computador e acesso à Internet;
  • Útil para a consolidação de conhecimentos.

Adaptações possíveis que eu faria:

Tornaria a apresentação mais atrativa, alterando o fundo de apresentação da mesma, melhorando algumas imagens que apresentam má qualidade e não estão nítidas, diminuía também o texto presente em cada diapositivo que vai contra uma das regras fundamentais da criação de apresentações, tornando-se dessa forma menos cansativo para os alunos e por último, resumia a informação de forma mais pertinente.

Planificação para uma atividade de aprendizagem:

Ano letivo: 9ºAno

Disciplina: TIC

Unidade/Tema:
  • Conceitos Essenciais e Sistema Operativo em Ambiente Gráfico
Objetivos/Competências:
  • Explicar os conceitos básicos relacionados com as TIC
  • Conhecer a terminologia relacionada com as TIC
  • Caracterizar Informação
  • Distinguir Informação de Dados
  • Identificar e caracterizar as áreas das TIC e as suas principais aplicações
  • Definir os conceitos de hardware e software
  • Reconhecer as unidades que compõem a CPU e suas relações
  • Distinguir os diversos tipos de memórias
  • Identificar os componentes instalados na placa principal
  • Explicitar a noção de barramento
  • Reconhecer os vários tipos de periféricos de Entrada e Saída
  • Distinguir Input de Output
Estratégias/ Atividades/Recursos:
  • Exposição oral dos conteúdos com ajuda de apresentações eletrónicas
  • Fichas de trabalho
  • Acompanhamento e apoio na resolução das fichas de trabalho
  • Trabalho(s) individual(ais) e/ou de grupo
  • Incentivar o trabalho em grupo
  • Recurso e-learning através de atividades na plataforma Moodle da respetiva disciplina
  • Computador
  • Videoprojector
  • Windows
Metodologia:
  • Os alunos terão acesso através do portal das escolas, à apresentação sugerida pela docente, e posteriormente irão utilizá-la para resolverem algumas fichas de trabalho disponibilizadas pela professora.
Avaliação:
  • Grelha de observação direta
  • Fichas de trabalho práticas
  • Assiduidade e pontualidade

Recurso 2 – A Sida

Endereço: A Sida – Learning Resource Exchange for Schools

Data de publicação: 18-11-2011

Nível de ensino: 3º Ciclo do Ensino Básico (9º Ano)

Público-Alvo: Alunos

Idioma: Português

Tipo de recurso educativo: Jogo Educativo

Nível de interatividade: Médio

Dificuldade: Média

Área Curricular: Formação Cívica

Formato: Questionário com 13 perguntas sobre a Sida

Licenciamento: Atribuição-Uso Não-Comercial

Este é um recurso criado por um docente e fornecido pela Direcção – Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular que sendo uma entidade do Ministério da Educação responsável pela criação dos instrumentos normativos, pedagógicos e didáticos necessários para que as escolas e professores desempenhem eficazmente a sua função, torna-se uma fonte segura. Encontra-se num site de trocar de recursos de aprendizagem para as escolas e encontra-se aberto a qualquer professor, mesmo sem registo prévio.

Este recurso pode ser utilizado em atividades a realizar no âmbito da disciplina de Formação Cívica, lecionada pelos diretores de turma.

Por ser uma disciplina em que já tive de utilizar material deste género, escolhi este recurso como exemplo.

 Critérios da minha escolha:

  • Obtenção de licença Creative Commons, permitindo a sua adaptação por parte dos utilizadores em função das suas necessidades específicas;
  • Por ser um portal de troca de recursos de aprendizagem para as escolas;
  • Pesquisa rápida no portal, uma vez que se encontra dividido por línguas, disciplinas ou fornecedor;
  • Apresenta uma interface agradável e de fácil utilização;
  • Vantagem em podermos alterar a língua do site para Português e o recurso em si, encontra-se já em Português;
  • É gratuito e para aceder basta ter um computador e acesso à Internet;
  • Útil para testar alguns conhecimentos dos alunos no âmbito da saúde, mas propriamente no que se refere à Sida.

Adaptações possíveis que eu faria:

Neste caso não alteraria nada, porque encontra-se bastante atrativo para os alunos. Apresenta cores agradáveis, tem apenas questões de seleção e no final do jogo, o aluno consegue visualizar a sua classificação final e as respostas que acertou ou errou.

Planificação para uma atividade de aprendizagem:

Ano letivo: 9ºAno

Disciplina: Formação Cívica

Unidade/Tema:
  • Educação para a saúde e sexualidade
Objetivos/Competências:
  • Compreende a sexualidade no contexto de um projeto de vida que integre valores (por exemplo: afetos, ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos) e uma dimensão ética
  • Compreende o uso e acessibilidade dos métodos contracetivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de ação e tolerância (efeitos secundários)

 

Estratégias/ Atividades/Recursos:
  • Debates
  • Visionamento de filmes/ documentários e apresentações que constam da lista existente na Biblioteca Escolar no âmbito da Formação Cívica
Metodologia:
  • Os alunos terão acesso através do site Learning Resource Exchange for Schools sugerida pela docente, e irão responder às treze questões apresentadas no jogo. No final existirá um debate na turma sobre o tema em questão e comparação das classificações obtidas.
Avaliação:
  • Classificação obtida no final do jogo

Reflexão sobre Potencialidades e Desafios dos REA

As Novas Tecnologias, nos dias de hoje, encontram-se cada vez mais presentes na vida do ser humano. Estas têm o poder de influenciar muitas pessoas, de forma direta ou indireta e são aplicadas cada vez mais no contexto ensino-aprendizagem.

A escola começa agora a apresentar uma visão menos tradicionalista das Novas Tecnologias fazendo uso do computador e da internet, tendo em consideração as competências digitais dos seus alunos e para que estes explorem cada vez mais novos programas, redes sociais que lhes permitam trocar informações/ideias, etc.

Esta nova abertura ao mundo trouxe novas perspetivas no processo de ensino-aprendizagem, nomeadamente a utilização de REA (Recursos Educacionais Abertos).

Para J. Philipp Schmidt (2007), o termo REA surgiu pela primeira vez durante um workshop realizado pela UNESCO[1] em Julho de 2002. Ele refere ainda que a maioria das definições de REA abarca termos como, conteúdo, ferramentas de software, licenças, e a concretização de uma melhoria nas práticas educativas.

“REA –  são componentes-chave na Era Digital marcada pela filosofia de abertura via web 2.0 na qual coaprendizes, coeducadores e copesquisadores podem compartilhar suas coautorias de forma livre e contribuir na construção colaborativa do conhecimento aberto” (Alexandra Okada, 2011).

Uma das grandes vantagens da utilização destes recursos é que qualquer pessoa que esteja interessada em aprender pode fazê-lo de forma autónoma. Por outro lado, a nível de ensino, os professores já começam a utilizar este tipo de recursos para os alunos poderem utilizar para os seus trabalhos e até eles próprios criarem de raiz outros recursos para que depois também possam ser partilhados. Desta forma os alunos terão de ser auto-gestores das suas tarefas a realizar para cumprir os objetivos pedidos pelos docentes e também mais auto-responsáveis e dessa forma contribuírem ativamente para a construção do seu próprio saber. Assim sendo, os professores devem sempre fazer o devido acompanhamento/apoio junto dos alunos nas várias etapas. A maioria dos REA são fornecidos em formato digital e dessa forma tornam-se mais fáceis de compartilhar e adaptar.

David Wiley (2010) mencionou no vídeo “Open education and the future” a “Abertura – Os 4 Rs” que são Reuse, Revise, Remix e Redistribute. De seguida encontram-se as respetivas definições dos 4 Rs segundo José Mota:

  • “Reuse – o direito a utilizar o recurso sem alterar a forma original (exibir uma cópia exata);
  • Revise – o direito de adaptar, ajustar, modificar, ou alterar o recurso (tradução, localização);
  • Remix – o direito de combinar o recurso original ou adaptado com outros recursos para criar algo novo (mashup);
  • Redistribute – o direito de partilhar cópias do recurso, adaptações ou remisturas.”

Estas são as opções que poderemos ter disponíveis num REA, segundo a licença correspondente ao mesmo, pois para um recurso ser considerado aberto é necessário estar acompanhado de uma licença Creative Commons ou então uma declaração explícita dos termos de utilização, pois só destas formas é que poderá ser reconhecido como REA, não basta apenas estar acessível.

Os direitos de autor são muito importantes nos REA e há que respeitar, pois podemos utilizar os recursos disponibilizados, mas devemos sempre mencionar o autor do recurso que utilizamos, caso não seja nosso, ou seja, podemos divulgar de forma livre e aberta os recursos, respeitando as regras estabelecidas pelos autores.

Para mim, enquanto docente, os REA são muito importantes, porque nos permitem reutilizar/adaptar materiais criados por outros professores ou não, e podemos melhorar alterando esse recurso, conforme queremos, pois por vezes temos de adaptar consoante o tipo de turma, faixa etária, etc. Quem utiliza REA também pode e deve partilhar materiais da sua autoria para também serem utilizados e divulgados por outras pessoas de forma a ter algum reconhecimento, o que pode acontecer através de comentários em relação ao recurso disponibilizado.

A partilha do conhecimento é fundamental no ensino e nem sempre isso acontece. Nos dias que correm ainda nos deparamos com professores a preparar materiais e a guarda-los apenas para si, talvez com receio às críticas que possam existir ou então porque não querem ver o seu material a ser usado por outros. Devemos aproveitar o que atualmente a internet nos oferece e aproveitar as possibilidades que existem para partilha de REA, quer sejam alunos, professores ou qualquer outra pessoa que tenha interesse por aprender, pois este tipo de recursos são indispensáveis ao longo da vida.

Os REA vieram dessa forma melhorar a qualidade da educação, uma vez que os alunos se tornam mais independentes e mais sociáveis, promovendo a inclusão digital e social.

Outro ponto a favor dos REA é que existe a possibilidade de partilha de recursos sem custos monetários, enquanto que ainda existem planificações em algumas disciplinas que exigem a compra de livros e que por vezes os alunos não conseguem suportar esses custos.

Para Stephen Downes (28-10-2010), esses custos monetários devem deixar de existir, já que “The idea of an OER is simple enough: instead of printing educational resources like texts and workbooks on paper and selling them to students or schools, OER providers produce them digitally and make them available for free online.”

Além das inúmeras vantagens/potencialidades dos REA, algumas das quais já fui referindo anteriormente, existem alguns desafios, nomeadamente o acesso a computador e internet, que ainda não está ao alcance de todas as famílias, situação que cada vez mais é menor. Outro desafio que se encontra é a língua em que o recurso é disponibilizado ser diferente que quem o vai utilizar. Ainda no que diz respeito aos desafios podemos enquadrar o tempo que é necessário dispensar à disponibilização de algum recurso, as competências técnicas necessárias, que muitas das vezes é ultrapassado através de tutoriais disponibilizados na internet, avaliar a validade e fiabilidade do REA e a certificação de competências, visto ser através de uma aprendizagem não-formal.

Finalizando, os recursos educacionais abertos são uma mais-valia nos dias que correm para dar resposta a uma aprendizagem mais eficaz. Agora, cabe a todos nós contribuir e continuar este longo caminho que ainda existe a percorrer nesta área.

Leia o resto deste artigo »

Olá, este é o meu e-portfólio da Unidade Curricular de Análise de Recursos Educativos, do mestrado de Comunicação Educacional Multimédia da Universidade Aberta.

Este espaço surge como resposta a uma das atividades pedidas pelo professor José Mota, docente da UC. Aqui, irei divulgar as atividades que for realizando, algumas pesquisas, investigações reflexões, e alguns vídeos que ache pertinentes neste caminho, entre outras novidades que forem surgindo ao longo do semestre.

Ficarei a aguardar comentários da parte de quem visita o meu e-portefólio, para em conjunto podermos partilhar ideias, saberes, experiências, etc., de forma a poder enriquecer a minha aprendizagem, quer a nível pessoal como profissional.

Até já…

Daniela Santos

Nuvem de etiquetas